terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Neblina em Janeiro

Hoje pela manhã, meu rodízio, saí bem cedinho de casa, pois eu queria aproveitar o dia! Não conseguiria dormir além das sete da manhã, então levantei com os primeiros ruidos matutinos como o entregador de jornal, o onibus escolar fazendo uma rápida parada para pegar o criança do vizinho, os pássaros fazendo aquela algazarra (é!... moro em um bairro com árvores e muitos pássaros.. sabias e bem-te-vis começam logo que o dia vem clareando...).

Bom.. saí.. e como sempre faço.. observo o tempo, o céu, o ar, o vento... pois ssim ja sei como será o dia... se vai chover, se vai fazer calor....
Como estava muito cedo.. tive até um "apagão mental"... epa.. que dia é hoje?
E... em segundos a resposta.. pé no chão Madame!!!!... hoje é uma terça-feira dia 26 de janeiro aniversário da cidade de Santos... alto verão aqui no hemisfério sul.

Nossa!... o tempo está louco mesmo.... por segundos tive a sensação de estar em agosto... e como em pleno janeiro podemos ter essa neblina por toda cidade?? Algo que é comum apenas entre os meses de junho e setembro?

É a doidera do tempo que vivemos hoje..
Está realmente tudo tudo de ponta cabeça e o ser humano continua desafiando a natureza e dizendo que é vitima de desastres naturais... Caramba!
Estes desastres estão longe de serem naturais... eles são respostas ao comportamento descomprometido do ser humano com nosso planeta.

Agora já vamos avançando perto das dez da manhã e a neblina está dissipando... mas com certeza cerca de 90% das pessoas que moram aqui, nem se tocaram disso.. nem perceberam a beleza das brumas de hoje cedo... porque estão mais preocupados com as preocupações descabidas do dia a dia.... pré-ocupação... ou seja... se pré-ocupando e deixando de viver a vida e o tempo presente!
... se quer perceberam uma manhã fresca... e que teremos um dia lindo lindo sem chuvas e que o sol brilhará para todos como sempre brilhou... o céu terá um azul anil de ofuscar... e as pessoas continuarão reclamando...
reclamando do calor, reclamando do transito, reclamando do chefe, reclamando de seus destinos diarios, reclamando da correria, reclamando, reclamando, reclamando... sem jamais aclamar o dia lindo, a saúde que cada um tem, sem aclamar o vento, o ar, os pássaros...

Eu desejo um dia lindo para você e que você observe mais as coisas maravilhosas que temos a nossa disposiçao... e as vezes é só olhar em volta e perceber que o alto do prédio está coberto poru ma neblina que anuncia um certo frescor e um dia verdadeiramente lindo!

Eu desejo mais simplicidade em sua vida!
Madame Sadala

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O HOMEM TOCHA E A MULHER DIAMANTE

Repeteco!...
Por Lais B. Marques
Já na casa dos “enta”, carreira profissional que poderia ser considerada de sucesso, não sei se por opção ou falta de oportunidade, solteira, sempre fui mais observadora do que participante dos jogos das relações entre homens e mulheres. Era considerada uma mulher mais prática do que romântica e anunciava, orgulhosamente, ser de uma geração feminista, que dirige bem um carro e mal sabe fazer café. Mulher forte, economicamente independente, vivendo de maneira livre minha sexualidade, acreditava que tinha conquistado tudo que as mulheres de décadas passadas buscaram. Mas no meu íntimo, algo estava faltando. Onde estava meu “príncipe encantado”? Onde é que nessa estória dessa princesa tão bem resolvida podia haver espaço para o “herói” se ela já sabia se defender da bruxa malvada, lutar com os dragões e governar, sozinha, seu reino?

Certo dia uma situação inusitada me fez começar a refletir com novos olhos sobre os encontros e desencontros dos relacionamentos nos dias de hoje... Na busca pelas respostas, já havia passado por várias teorias, criadas ou lidas: a da “era dos descartáveis”, onde consumimos o que interessa e reciclamos o frasco que já não tem utilidade para nós; do stress, quando nos sujeitamos a tantas coisas que não toleramos nada de quem mais amamos; das “neuroses complementares” que criam as relações e mantém pessoas juntas enquanto se “alimentam mutuamente”; do sucesso das comédias românticas, onde os personagens têm coragem de fazer e dizer coisas que, na vida real, pouco nos permitimos; das almas gêmeas, onde existe uma única pessoa capaz de ser nosso complemento e portanto, é como procurar a lente de contato que caiu na pia; e principalmente, as de mesas de bar com as minhas amigas em noite de “confessionário”, como chamamos nossos encontros só de mulheres, independente de seu estado civil e quantidade de filhos, regadas a muita cerveja. Todas elas explicavam, me ajudavam a entender, mas não me ajudavam a “curar” as relações.


Um dia, participando de um ritual de um grupo espiritualista, uma cena me marcou de uma forma diferente, por sua força e sutileza. Caminhávamos num local escuro, no campo, e para nos ajudar, homens, postados aos pares a cada um ou dois metros, um de cada lado do caminho, empunhavam tochas acesas, iluminavam os buracos, nos orientavam nos desníveis, ofereciam a mão para enfrentarmos pequenos obstáculos e delineavam o caminho que deveríamos seguir. Nós, mulheres, aceitávamos de bom grado esta proteção e seguíamos por aquele corredor iluminado pelo fogo das tochas que eles seguravam, sentindo-nos seguras e importantes.

Uma sensação muito forte, quase uma emoção, tomou conta de mim. Acredito que até aquele dia, nunca havia me sentido tão feminina. Não importava a idade, altura ou porte físico, todos eles se tornavam grandes homens, fortes e poderosos, eram verdadeiros heróis, mesmo que fosse apenas por aquele momento. Enquanto isso, nós, mulheres, também sem importar a idade ou aparência física, nos tornávamos as jóias mais raras e preciosas, pessoas inspiradoras e merecedoras daquela atenção e carinho.

Naquele dia percebi que na busca pelo meu papel na sociedade, algo tinha se perdido em mim. Juntei as minhas reflexões com algumas conversas com amigos, teorias de energia feminina e masculina, Yin e Yang, revisei meus conceitos de feminismo e feminilidade, de machão e masculino, observei com outros olhos as relações, a realidade e a ficção; coloquei tudo em um caldeirão e dele surgiram as duas figuras sobre as quais comecei a refletir: o “HOMEM TOCHA” e a “MULHER DIAMANTE”. Seus nomes e trocadilhos maliciosos que permitem não são por um acaso... Estes seres que se complementam tão bem, se fazem em todos os sentidos: práticos, emocionais e sexuais.

Devo confessar que, tal qual a história do antigo testamento, o Homem Tocha nasceu primeiro, mas isso não por algum conceito machista ou religioso. Simplesmente foi mais fácil, por ser mulher, perceber primeiro as minhas expectativas em relação aos homens, idealizar o homem quase perfeito, para depois pensar que eles também tinham suas expectativas em relação às mulheres. Nas primeiras vezes que falei sobre o assunto, só o aspecto masculino aparecia. Aos poucos, fui notando que existiam amigas que tinham ao seu lado potenciais homens tochas e não percebiam isso. Nas brincadeiras, passaram a cobrar de seus companheiros aquele homem perfeito, sem olhar para si e suas próprias atitudes. Descobri que a teoria estava incompleta. Foi então que surgiu a Mulher Diamante, afinal, para que exista um deles numa relação, é preciso que exista também o outro, senão eles nem se reconhecem.

Vale a pena também esclarecer que os nomes “homem” e “mulher”, não devem definir o sexo das pessoas envolvidas. Acredito que casais homossexuais também tenham as mesmas buscas de complementação, ou mesmo que existam “casais invertidos” em que os papéis são trocados, mas não vou me estender nestes aspectos e nem me preocupar em definir para que “tipos” de casais ela pode ser válida. Vou simplesmente tratar como “homem” a energia masculina e como “mulher” a energia feminina, seja lá em que corpo ela estiver presente.

Sejam bem vindos, Homens Tochas e sejam bem vindas Mulheres Diamantes. Que minhas reflexões possam nos ajudar a encontrar o nosso verdadeiro EU e nosso COMPLEMENTO DIVINO. Que possamos dar um passo a mais para descobrir que ao nosso lado existem pessoas com potencial de nos complementar e para quem podemos fazer o mesmo, tornado nossas vidas mais “floridas”, afinal, dentro de cada um de nós estão: o HOMEM TOCHA ou a MULHER DIAMANTE.